quarta-feira, 7 de setembro de 2011

COMO CONTRATAR OS RECURSOS HUMANOS NUM HOSPITAL SPA?

O CA do CMRRC continua a ser a entidade mais capacitada para dar resposta a esta pergunta; basta ver as asneiras que fazem para saber como não se deve fazer.


É claro o exemplo vindo a público pelo Diário de Coimbra das entidades públicas que continuam a utilizar os mesmos procedimentos de desorçamentação que lhes permitem escapar ao visto prévio do Tribunal de Contas e transferir custos com pessoal para fornecimento de serviços externos.

Foi este tipo de engenharia financeira que permitiu que o Eng Sócrates pusesse o país a pedir; no entanto os CA (ainda por cima em gestão corrente) continuam a utilizar estas engenharias para dourar a pílula e mostrar trabalho de casa que só está feito pela fachada; por trás é um castelo de cartas que cai quando a lei das finanças tiver que ser aplicada.

O Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro é um Hospital SPA, que tem uma gestão à antiga: as admissões fazem-se por concurso público para vagas que têm de ser abertas pelos Ministérios das Saúde e das Finanças. Isto significa que as instituições têm de cabimentar os respectivos ordenados no orçamento; no entanto, ao longo dos tempos vários procedimentos concursais foram efectuados, sem qualquer autorização, como é exigível. O pessoal que agora está em vias de passar para os quadros de uma empresa de outsourcing de serviços médicos, assinou um contrato com o CMRRC (não autorizado pela tutela) e pode exigir o seu cumprimento. No entanto eles sabem que a legislação tarda e por vezes não se aplica, sobretudo quando o faltoso é uma instituição pública). O que é estranho é que uma empresa de outsourcing deveria estabelecer com os trabalhadores um contrato de trabalho e não um contrato de prestação de serviços (vulgo recibo verde), pelo que a situação parece ainda mais aberrante.
Também aberrante é a afirmação do Presidente do CA e Director Clínico do CMRRC (espante-se que um Centro de Reabilitação tem como Director Clínico um médico não qualificado em medicina de reabilitação – se fosse uma entidade privada já estava fechada), quando afirma que “não é o hospital que gere o pessoal”. É caso para perguntar então que fazem eles na Administração ou ainda de quem é a responsabilidade dos actos prestados por pessoal estranho ao hospital que presta serviços no hospital.
Costuma perguntar-se, quem ganha com isto? Follow the monney.
Mas algumas pessoas sabem que os hospitais não tratam doentes com as paredes nem com o betão, mas sim com os seus técnicos; e neste campo também sabemos que o CMRRC é uma estátua (pequenina) com pés de barros, uma vez que cresceu de modo artificial para fazer de contas que é grande, mas não tem um quadro de recursos humanos para efectuar todo trabalho de que a região necessita. Esta rã tem inchado tanto que agora começa a esticar a pele para alem daquilo que pode e quando rebentar, vai cheirar muito mal e todos vamos perder.

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