sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

AINDA OS RECURSOS HUMANOS NO CMRRC

A gestão dos recursos humanos nos Hospitais SPA foi sempre um dos calcanhares de Aquiles do sistema pela dificuldade em admitir ou dispensar quadros, em função das necessidades. Uma das mais valias incontestáveis dos Hospitais EPE seria a flexibilização da gestão dos recursos humanos e foi por isso que a defendi para o Centro de Medicina de Reabilitação do Centro, por ocasião da vista do grupo parlamentar de saúde em 2008.
Dois anos depois aquele Centro mantém os problemas de recursos humanos que, diria eu, são endémicos naquela instituição.
Continuam por tomar posse os Fisioterapeutas que fizeram um Concurso que deveria permitir regularizar situações precárias, há muito condenadas por todos.
Continuam a viver com recursos médicos precários, até porque os médicos efectivos têm saído sucessivamente por mecanismos diversos que vão desde a exoneração à licença sem vencimento.
Continuam a ter uma Direcção Clínica não qualificada (em MFR); continuam a tentar viver dos expedientes e dão-se mal, senão vejamos: em Dezembro de 2008 abriram um concurso para contratação de um Médico Fisiatra, que acabaram cancelando (para além das irregularidades de que padecia o Concurso, tiveram uma candidatura indesejável - Fernando Martins); o meu pedido de transferência para o CMRRC foi indeferido por não ser considerado necessário; em Junho de 2010 abriram um Concurso para provimento de um Chefe de Serviço (afinal precisavam?). Tinham como objectivo tentar por esta via regularizar a situação de um dos médicos actualmente cedido em regime de mobilidade. Galo do caraças, o Ministro das Finanças manda cancelar todos os Concursos, incluindo este.
Muito azar tem no jogo quem não sabe jogar ou não conhece as regras.
Como é que aquela instituição vai conseguir sair do buraco com estas administrações voláteis, com médicos sempre em regime eventual, sem rumo?
Que balanço faz aquele Conselho de Administração de um mandato em que nem sequer conseguiu concluir os projectos lançados pelos seus antecessores: Unidade de Cuidados Continuados, sistema de mobilidade interna, informatização dos processos clínicos, abertura da oficina de prótese e ortóteses?
Que projectos deixam eles em curso ?????
Em tempo de fusões, a anexação deste pequeno quintal ao feudo das grandes unidades de Coimbra começa a desenhar-se como uma solução para este eterno problema de recursos humanos, que as sucessivas administrações não conseguiram (ou não quiseram) resolver.

1 comentário:

  1. Ãinda nao se percebe a existencia de um Conselho de Administraçao no CMRRC...como é possivel ninguem se lembrar de acabar com os vencimentos de vogais sem qualificaçoes de gestao minimas, apesar de administradores hospitalares (curso ou pós graduaçao tirado naquele tempo que toda a gente tirava ...).
    Gostava só de saber se fizessem a estas pessoas um simples exame ,basico, de conhecimentos minimos (do tipo o que é uma rubrica!!nós temos rubricas aqui no Centro!!!!!!da para rir mas é verdade!!)de gestao ou contabilidade...
    Assim a saude nao vai a lado nenhum nunca ...
    Como é possivel colocarem politicos(nao menosprezando a classe politica e salientando que existem politicos com muitas competencias ) "rascas " de municipio ou de junta de freguesia como gestores de instituiçoes que precisam de se afirmar ...
    E para terminar gostaria de saber se o Enf. Director de um CA tem como responsabilidade 8h por dia ,aquele trabalho sabem "passear pelo campo ,visitar as capelinhas e pavilhoes!!!..realmente sao uns priveligiados estes gestores do CMRRC...

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