segunda-feira, 9 de novembro de 2009

QUE C.A. PARA O CENTRO HOSPITALAR DE COIMBRA

Esta questão foi colocada por um dos comentadores da notícia sobre o Centro Hospitalar de Coimbra.
Foi bom constatar que há vozes que também querem ser ouvidas sobre este assunto e, sobretudo, que ainda há quem se interesse pelo futuro da instituição, qualquer que seja o seu estatuto. O silêncio estava a tornar-se ensurdecedor.
Se a nossa opinião vale alguma coisa quanto às pessoas que podem vir a gerir o CHC e quanto ao que este pode vir a ser, aqui ficam algumas dicas.

Quem deve presidir ao CA?

1 - Penso que a Presidência de um Médico será o garante de que o nosso negócio continua a ser a prestação de cuidados de saúde; esperemos que esse médico não se esqueça de que a SAÚDE que queremos vender, se faz com os profissionais e não contra eles;

2 - Penso que deve ser alguém que conheça o passado da instituição e que esteja mentalmente disponível para reflectir sobre o seu futuro;

3 - É indispensável ter credibilidade interna e reconhecimento externo;

Que desafios vai ter que enfrentar?

1 - Encontrar um caminho para equilibrar as contas e assegurar a sustentabilidade financeira da instituição;

2 - Conquistar a coesão interna, sempre prejudicada pelos arquétipos da "independência do Pediátrico" e pela hipotética volatilização da MBB;

3 - Conquistar "de facto" o lugar que pensamos ter na geografia da saúde nacional, eliminando antigas dúvidas sobre a coexistência com o nosso vizinho HUC;

Que preço vamos ter de pagar?

Provavelmente vamos ter de ganhar consciência:

- de que provavelmente o nosso lugar não é aquele que imaginámos;
- de que estamos a viver acima das nossas posses reais (insistir na tecnologia consumidora de recursos não passa de vaidade pessoal - os produtos estrela da análise SWAT), conforme se constata pelos relatórios de exploração de 2007 e 2008;
- de que precisamos de garantir o funcionamento da linha de produção que assegura a subsistência financeira da instituição (as vacas leiteiras da análise SWAT);
- de que temos de escolher entre continuar a liderar pela qualidade ou de querer liderar pela quantidade (a qualidade não é forçosamente a vanguarda nem a tecnologia).

Mas há verdades que ninguém nos tira:
- Esta instituição tem consciência e é muito difícil calar as vozes da consciência, conforme a história tem demonstrado;
- Temos técnicos qualificados para produzir trabalho de qualidade.

Para esta difícil tarefa será indispensável um cartão qualquer, que não seja o de funcionário do CHC?

6 comentários:

  1. Claro que há necessidade de outro cartão, ou não fosse isto "Portugal"!

    Quanto ao problema dos "in...", há e haverá sempre em qualquer lado, resta saber se quem manda se rege por "bons resultados" ou por compadrios, políticos ou outros. Verifiquem que só os “funcionários que executam” têm SIADAP (o CHC só tem SIDADAP 3). Quem manda ainda não sabe o que é isso, e como sempre, ou remamos todos ou vamos todos ao fundo.

    Quem vier gerir o CHC tem de ter sensibilidade para não sobrevalorizar o HG e menosprezar o HP e a MBB, tal como têm feito ao longo de muitos anos, aproveitando para criticar as "vozes da independência", também elas difíceis de calar. Não sei se o HP e/ou a MBB devem ser ou não independentes, já que vivemos hoje mais uma época de "centros hospitalares". O que sei, é que sem estes dois departamentos o CHC fica claramente mais pobre, ou mesmo "ferido de morte".
    Espero que o próximo CA seja activo, ponderado e competente. Ouça os profissionais sem qualquer tipo de “filtro” e procure a excelência dentro dos departamentos. Ela existe, só tem de ser bem aproveitada.

    Quanto aos “Planos Estratégicos”, eles são necessários mas não devem ser vir de justificação para tudo. Queremos ter uma instituição ágil e dinâmica, que continue a diferenciar-se pela qualidade do atendimento aos utentes e pelo bom relacionamento entre os seus profissionais.

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  2. Pelo menos médico não vai ser...
    ahhh e era preciso o outro cartão...
    Rei morto, rei posto e que viva o rei...
    Um dia isto vai mudar.

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  3. Agora já sabemos que o Presidente não é um Médico. Mas como eu dizia, a razão para ser médico estava relacionada com a necessidade de garantir que a actividade do CHC continua a ser a prestação de cuidados de saúde. Este desiderato ainda não está perdido (até porque a personalidade nomeada não é novata nestas lides o que lhe dá responsabilidade acrescida).
    Deste facto resulta apenas uma maior responsabilidade para o Director Clínico, cujo desempenho estará mais do que nunca debaixo de olho dos pares e da comunidade em geral.
    Embora ainda não seja conhecido o seu nome, acreditamos que está consciente da missão que lhe será confiada e esperamos que saiba exerce-la com a dignidade que a instituição e os seus profissionais merecem.

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  4. Sim... Viva a República!
    Sempre dá para manter os anéis.
    Já estou com'ó outro anónimo, um dia isto vai mudar!

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  5. Agora que já se sabem todos os nomes e se sabe tambem que todos serão substituidos...
    Concordo quando o Bailundo diz que a presidente do CA não é novata portanto não terá desculpas. Quanto ao Dir Clínico, tem a oportunidade de conbater os prolemas que tantas vezes identificou como profissional.
    O Enf Dir,também já não é novato, espero que procure gerir a enfermegem do CHC na busca de uma instituição moderna,democrática (coisa que estranhamente não se viu nos últimos anos).
    Há que unir estratégias e pensar a instituição prestadora e não apenas a actividade médica ou de enfermagem ou outra qualquer...
    No dia em que conseguirmos fazer isso... conseguiremos.

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  6. E já agora, quem é o Director Clínico?

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