domingo, 5 de julho de 2009

23/6/2008, UM ANO DEPOIS

Em 23 de Junho de 2008 na reunião com o CA fui confrontado com os seguintes factos, da minha responsabilidade (supostamente):

- Ter acabado com o Hospital de Dia sem autorização do CA;

- Estar a recusar consultas externas (sem explicarem quais, como, nem porquê);

- Não conseguir criar um corpo coeso com os médicos, pelo menos com uma;

- Não conseguir pacificar o grupo dos fisioterapeutas;

- Que até nem aumentei a produção como seria de esperar face aos recursos;

- Finalmente, de ter feito o pedido ao CA de fornecimento de um Plano Estratégico, com conhecimento ao Conselho de Administração da ARS.

Este último foi provavelmente aquele que mais incomodou o CA. Na ausência completa de orientação, decidi que também eu estava em causa se mantivesse a cabeça na areia e me limitasse a trocar correspondência com o CA do Centro. A entidade que tutela o Centro deveria ser informada das minhas dificuldades em concretizar a minha missão.

Respondi ponto por ponto:

- Eu não acabei com o Hospital de Dia. Este deixou de existir ainda em 2006 pois já nem foi incluído no Contrato Programa de 2007 nem no de 2008 (ver portaria de Iº Série B de DR de 12/6/2006), que eles próprios assinaram.

- Fui acusado de fazer o meu trabalho, quando me dizem que recusei consultas externas. Para um médico conhecedor da dinâmica dos serviços de consulta externa há uma figura que se chama triagem que é efectuada por um médico. A sua função é triar o que significa fazer escolhas que vão de encontro ao interesse dos utentes e que se encaixem na missão da instituição.

- Como é que eu posso fazer um corpo coeso com uma médica que sempre teve a porta deste CA aberta para se lamentar, criticar e contestar as decisões organizacionais nas minhas costas (com o aval do CA)?

- Quanto ao aumento da produção nem falar, basta ver os números dos exercícios sucessivos de 2006, 2007 e mesmo 2008..

Em conclusão a responsabilidade por esta eventual falta de produção é de quem tem por obrigação resolver o problema dos recursos humanos: o CA. Espantou-me a perspicácia de profissionais que nada conhecem de MFR nem da sua gestão, que comentam, sem provar, que a produção poderia ser maior.

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