quarta-feira, 17 de junho de 2009

CONSULTAS E MAIS CONSULTAS. PARA QUÊ E PARA QUEM?

Um dos aspectos perversos da remuneração das instituições baseada na sua produção é consequência da falta de conhecimento (ou de seriedade) de alguns dos gestores responsáveis, ou da inexistência de mecanismos de auditoria da parte do pagador (até porque aqui se confundem).
No caso concreto das consultas externas em geral e de MFR em particular, há uma prática consolidada de multiplicação de consultas (no âmbito do Sistema Público) com quem lucram apenas as instituições e que prejudicam claramente o erário público e os próprios utentes.
Não é exagero afirmar que um doente necessitado de tratamento de MFR (em especial fisioterapia) precisa de se submeter a 3 a 4 consultas médicas (médico de família e ou especialista) para poder candidatar-se a uma lista de espera para tratamento!!!

A título de exemplo, há neste momento cerca de 300 utentes em lista de espera para tratamento ambulatório no Centro de MRRC. É esta a missão daquele Centro? Não. Então porque faz as consultas a doentes que não pode tratar num espaço de tempo clinicamente útil? Porque assim factura e apresenta estatísticas de produção e não há ninguém que faça auditorias aos números, muito menos à adequação técnica deste tipo de atitudes.
Mas neste campo o CMRRC não está isolado. Esta prática é corrente pelo país fora e vai acabar por degradar a credibilidade desta área médica. Pior ainda é que são os próprios Fisiatras que promovem e contribuem para esta situação.

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