segunda-feira, 1 de junho de 2009

AINDA OS RECURSOS HUMANOS

O CMRRC aparece com frequência nas notícias nacionais e regionais pelo pior e pelo (hipotético) melhor.
O melhor são os projectos e as promessas (sempre iguais e não concretizados).
O pior é a sistemática referência a falta de recursos técnicos capazes de desenvolver as promessas. Este Centro tem vivido sistematicamente de recursos humanos técnicos que não consegue estabilizar. Aliás os recursos estáveis são ostracizados (Administradores) ou estão de licença sem vencimento, ou desvinculam-se, ou entram na mobilidade especial.
O mais fácil foi encontrar o dinheiro para construir e comprar o equipamento (até porque as paredes não têm opiniões e os equipamentos não falam), graças ao Saúde XXI.
Assim restam médicos cedidos a título de destacamento ou de protocolos (se assim se podem chamar), auxiliares e enfermeiros contratados como prestadores de serviço a empresas de outsourcing, terapeutas contratados em regime precário até fim de Julho de 2009.
Seria talvez tempo de pensar em fixar alguns recursos humanos que sejam estruturantes do funcionamento institucional.
Pergunta-se: como vai ser assegurada a estabilidade do quadro técnico, dos médicos, dos administradores? Que iniciativas foram tomadas para assegurar a permanência na instituição de um quadro de pessoal como é o dos terapeutas, dos médicos e dos enfermeiros? Agora que o regime de contratação de pessoal ao abrigo do 12A o permite, era tempo de criarem um quadro de pessoal efectivo e resolverem as situações de instabilidade existentes. Ou não querem quadros estáveis? Preferem manter pessoal descartável, para poderem continuar a gerir pelo medo, gerador de insegurança? Abrir concursos de provimento, que estão fora do controlo do CA? É demasiado arriscado.

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